segunda-feira, 28 de março de 2011

R$ 1,5 milhão é pouco!

Merchandising: um formato muito utilizado no Brasil. No Big Brother ele é envolvido no "roteiro" do programa através de provas, onde os "novos famosos" fazem testemunhal dos produtos sem ganhar por isso.
Na prova da cola SuperBonder, quase escapa o nome do produto da boca do Pedro Bial, mas provavelmente como não estava ganhando para isso e engoliu as palavras, afinal conhece muito bem o sistema, assim como sua empregadora (Globo), que nunca mostra os patrocínios dos atletas e até muda o nome de uma equipe de F1 de Red Bull Racing para RBR, somente para não fazer propaganda sem lucro.

"Em 2009, o Big Brother Brasil teve a maior arrecadação dos seus nove anos de história.
O número de contratos foi 29% superior em relação a edição anterior.
A cota de cinco patrocínios, sendo no valor de 11 milhões de reais cada, foi vendida ainda em 2008 para AmBev, com a exposição do Guaraná Antártica, Johnson & Johnson, com o protetor solar Sundown, Niely, HSBC e Fiat, sendo a última patrocinadora desde a primeira edição do reality show.
Além dessas cinco, foram firmados mais 15 contratos de merchandising. O preço de tabela de uma inserção como essa é de 2,5 milhões de reais. Entre essas, estão SonyEricsson, Grendene (com as sandálias Ipanema), Vivo, Unilever (com a margarina Doriana), Henkel (com a cola SuperBonder), Hospital do Coração, Listerine, Duracel, Ponto Frio, Garoto, Luckscolor, Sabão Ariel e Dafra. O montante ultrapassa facilmente a cifra dos 100 milhões de reais, isso sem contar os intervalos comerciais.
Com esta ação o protetor solar Sundown viu seu market share saltar de 40% para 46,5%."
OS IMPACTOS MERCADOLÓGICOS NAS AÇÕES DE MERCHANDISING EM

REALITY SHOWS: UMA ANÁLISE DO BIG BROTHER BRASIL 9

Marília Cardoso

Roberto Gondo Macedo



Em 2010 A rede fez mais de 60 merchandisings durante os 78 dias de confinamento, média que supera uma ação a cada dois dias, e teve 25 anunciantes.
Em 2011, segundo o jornalista Daniel Castro, a globo deve faturar cerca de 20% a mais do que o BBB 10, que atingiu R$ 340 milhões em receitas. Deste modo, o "BBB 11" deve arrecadar aproximadamente R$ 400 milhões, praticamente a metade que o SBT de São Paulo (sem contar afiliadas) arrecada em um ano inteiro.
Segundo a emissora, a rede de supermercados Carrefour aumentou as vendas de produtos com sua própria marca em 20% após divulgá-la nas sessões de compras semanais dos "brothers".