terça-feira, 21 de setembro de 2010

Dilma/Lula X Serra


O marketing político é semelhante em muitos aspectos com o marketing de produtos.

Situação atual do PT: Líder de mercado
Produto (LULA) - altíssima aprovação da população, cerca de 84% (CNT/Sensus ), ou seja, líder de mercado absoluto.
- ponto fraco: Lula será substituído por Dilma. DILMA é um nome (marca) praticamente desconhecida.
- estratégia: O líder de mercado tem que se portar como líder. Deve manter o discurso atual, passar segurança.
A Candidata Dilma, deve estar o mais próximo possível da imagem do presidente LULA, jeito de falar, postura, e até mesmo na aparência.
Dilma sendo um produto novo, ainda não tem credibilidade, confiança. Quando isto ocorre no marketing de produtos, utilizamos de uma técnica: “o testemunhal”, consiste em emprestar o crédito de um artista para um produto, no caso o “artista” é o Presidente Lula. Sendo assim ele que deve sempre aparecer ao lado da Dilma, transferindo seu crédito a ela.

O Líder também não deve aparecer muito, para não desgastar a imagem. Técnica antiga já utilizada pela propaganda nazista de Hitler.

Situação do PSDB: segundo colocado nas pesquisas e há um bom tempo longe do governo federal.
- ponto fraco: O PSDB continua com o mesmo posicionamento errado da eleição passada, ou seja, sem posicionamento. Alckmin chegou a ser chamado de candidato-chuchu, aquele que não tem gosto de nada.
- estratégia: O segundo colocado só pode ter um posicionamento: OFENSIVO. Por isso Marina Silva está crescendo nas pesquisas, mesmo com menor poder de ataque. A diferença é que os estrategistas do PV entendem este princípio básico do marketing. O segundo e terceiro precisam atacar.

O discurso do Serra mostra claramente o reflexo da Aprovação do Presidente Lula nas pesquisas, Serra  declara que dará continuidade aos feitos de Lula, o eleitor então pensa: fico com o Lula mesmo e vota na Dilma. Não é lógico? Parece que não para os estrategistas do PSDB.

O Segundo lugar precisa minar a maior fraqueza do oponente com ataques severos, assim como um boxeador enfraquece seu oponente, com golpes na linha de cintura.

Quais são estes pontos? Uma pesquisa qualitativa indica isto. Normalmente o ponto fraco do líder também é seu ponto forte. Neste caso é que Dilma não é o Lula.